terça-feira, 28 de maio de 2013

“Tudo que é sólido desmancha no ar” (Karl Marx)

Em tempos de filtros e efeitos devemos permitir que a luz entre, entre daquela forma que cega, que desvia o olhar e nos faz crer que todas as certezas mais palpáveis podem ruir, da mesma forma que nascem. Por isso, ainda em tempos de filtros e efeitos, é preciso atentar-se ao olhar. Perceber a si mesmo nas imagens desbotadas, pálidas, cheias de luz, poeira e vapor. Distorcer a visão para aguçar o instinto. 

      

nota de rodapé: texto produzido para definir, com minhas palavras, a Corrente "FLOU" - summer2013/14

terça-feira, 7 de maio de 2013

" Antes que a tarde amanheça
e a noite vire dia,
põe poema no café
e café na poesia."


Essa colagem saiu de uma ideia de brincar com a poesia de Paulo Leminski, portanto, dei a ela o nome de: Parafraseando. O processo de construção da imagem foi colagem sobre papel, fotografia e edição digital. 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Ano passado fiz uma disciplina de História da Arte, ainda no curso de Ciências Sociais (que a propósito me formei - VIVA!), porém como matéria do currículo do curso de História, eaí parte da avaliação da disciplina era produzir uma análise sobre alguma obra com a qual a gente tivesse tido contato por meio de alguma exposição. 
Como eu fiquei realmente satisfeita com o trabalho resolvi postar ele aqui à titulo de curiosidade de uns, de interesse de outros, e quem sabe como exemplo. 

Introdução:
Este trabalho pretende analisar uma obra de arte contemporânea, buscando entender seu contexto de produção e de sentido relacionado ao conteúdo da disciplina e à literatura indicada, que falam sobre a arte moderna, suas perspectivas, valores e significados.
A obra escolhida para a análise foi “Che Guevara”, do artista Claudio Tozzi, feita no ano de 1968. A referente obra está exposta no Museu Oscar Niemeyer de Curitiba-PR desde 4 de outubro, onde permanecerá até 23 de janeiro de 2013. O quadro está compreendido na exposição “América do Sul, a Pop Arte das contradições”, com curadoria de Paulo Herkenhoff e Rodrigo Alonso. A exposição é composta por obras de Cildo Meireles, Jorge de la Veja, Claudio Tozzi, Hélio Oiticica, Marta Minujín, Antonio Manuel, Antonio Dias, Rubens Gerchaman, entre outros.

Che Guevara, Claudio Tozzio, 1968.  Massa de tinta alquídica sobre Eucatex. 175 cm x 175 cm

Análise
A obra de Claudio Tozzi integra uma exposição que, de acordo com o curador Herkenhoff, está associada ao programa da Fundación PROA, um projeto criado para mediar e incentivar o intercâmbio cultural entre países latinos, através de exposições ou edições. Nesta exposição, o contexto dos anos 60 é o critério para reunir as obras de artistas do Brasil e da Argentina, que estão relacionadas a rupturas ideológicas, de posicionamento crítico diante da política da Guerra Fria e de inserção de uma utopia socialista. Com o objetivo de enfrentamento e contestação, instaurou-se neste período uma arte mais politizada que testava os limites de liberdade de expressão. Segundo Farias (2002), “A arte estava duplamente preocupada em efetuar a crítica de um país que se urbanizava avassaladoramente e em romper o amordaçamento coletivo da expressão promovido pela ditadura militar” (:18).
A Pop Arte da América do Sul recebeu referências, principalmente, da Pop Arte norte-americada e inglesa. Porém, aqui, a Pop se instaura como uma forma de expressão de resistência à guerra e a violência. Com isso, a arte passa a ser instrumento de manifestação ideológica e política social. Portanto, a Pop Arte não se trata apenas de uma perspectiva que repercute nas artes visuais, mas estende-se também ao debate histórico e político, e esta exposição é resultado dessa troca de manifestações artísticas que referenciam a um passado em comum entre Brasil e Argentina, remetendo a nossa história e reafirmando um pensamento coletivo que se instaurou entre os anos 60.
Estes anos 60, ao qual se refere o curador Paulo Herkenhoff, foram os mesmos vivenciados pelo artista Claudio Tozzi, cuja obra “Che Guevara” fora concebida em meio aos tempos conturbados da ditadura militar no Brasil. O artista, social e politicamente envolvido, buscou desenvolver sua produção artística utilizando imagens e estereótipos veiculados pelos meios de comunicação em massa para referenciar e protestar contra a situação política. 
A imagem na qual o artista se baseou é um retrato fotográfico feito por Alberto Korda e é uma das imagens mais reproduzidas no mundo, de forte recorrência, tratando-se de um ícone imediatamente reconhecível: Che Guevara. O objetivo do seu trabalho é apropriar-se de imagens de grande circulação no mundo, como esta, com a intenção de modificar seu significado, constituir novas mensagens. Com isso, entendo que a obra não tem interesse em fazer apologia a revolução ou a luta armada, mas sim, testar os limites da expressão artística e de libertação em um contexto do regime autoritário que estava instaurado naquele momento. Ou seja, trata-se de um uso simbólico, quase metafórico. Assim, usando-se da imagem de Che Guevara, importante figura política, o artista buscou sua reprodução, se utilizando de cores puras, como o vermelho e laranja, que estabelece, em nosso imaginário, uma estreita relação com o socialismo.[1]

Este contexto de repressão e opressão no qual Tozzi esteve imerso estabelece, portanto, não só um link com o projeto da curadoria desta exposição, quanto também caracteriza o que a literatura está chamando de Nova Figuração. De acordo com Duarte (s/d), o contexto dos anos 1964, no Brasil, fez emergir um repertório de produção artística que a princípio fora denominado de pop arte, pois foram associados à pop arte americana, mas ao longo do seu percurso esta produção mostrou-se diferente, e assim, fora renomeada de Nova Figuração.
A Nova Figuração, embora tivesse aproximações de técnicas e composições semelhantes à pop arte, estabelecia relações que iam além da potencialização estética vista, por exemplo, em Andy Warhol, pois ela remetia a questões políticas. Neste sentido, é nítido na obra escolhida que as cores e o tratamento da imagem estão veiculados com as formatações da pop arte, isso, inclusive, não é negado nem mesmo pelo próprio artista, que afirma, de acordo com Pelegrini (s/d), seu imenso interesse pelas obras de Roy Lichtenstein (que inclusive vimos em sala). Sua proposta, porém, era justamente a de se utilizar desta influência para uma produção engajada com tempo e espaços específicos, o Brasil nos anos 60.
As principais características formais desta obra, isto é, a descrição das qualidades de composição e forma são, cores fortes (o vermelho, laranja e preto) e de contrastes que causam impacto visual intenso. A base que recebeu a pintura era Eucatex, painel de fibras de madeira, material oriundo de novas possibilidades tecnológicas como também, por exemplo o poliéster, o plástico e o acrílico, materiais estes que eram muito utilizadas no movimento da Pop Arte. A própria tinta utilizada pelo artista, Alquídica, é composta por uma reação entre ácido, álcool e tinta a óleo, que são elementos provenientes da produção de novas tecnologias de meados do século XX.
Com base na produção de Roy Lichtenstein, Tozzi utilizou as referências das histórias em quadrinho, de apelo gráfico, de movimento, de imagens planas e chapadas, sem preocupação com profundidades e efeitos de perspectiva e sem compromisso com a representação do real, no sentido naturalista, de mimese. Esta obra apresenta recursos estilísticos de simbologia e ilustração, que significa incorporar imagens de grande circulação, como é a fotografia de Che Guevara, neste caso, com um tratamento semelhante a propaganda comercial e dos quadrinhos.
Os aspectos semânticos compreendem a representação de um rosto, de uma figura política, que está levemente inclinado para cima, com o olhar alto e aparentemente distante. O Assunto tratado é, com certeza, um tema histórico e político, onde a principal alegoria é a de que o personagem que liderou a revolução cubana entre 1953 e 1959 simboliza todo um pensamento coletivo de contestação e frustração compartilhado pelo povo, no Brasil, em 1964, e expressado pela produção artística de Tozzi, em 1968. O caráter performático da figura representada é entendido como posado, uma vez que Tozzi baseou-se em uma fotografia, aparentemente encenada, construída a partir do olhar do fotógrafo Alberto Korda, mas que produz efeitos de sentido relacionados a uma ideologia política.

Referências:   
 DUARTE, Paulo Sergio. Arte brasileira contemporânea: um prelúdio. Silvia Roesler
Edições de Arte, s/d
FARIAS, Agnaldo. Arte contemporânea: notas sobre uma noção. In: Arte brasileira
hoje. São Paulo: Publifolha, 2002.
HERKENHOFF, Paulo. Texto de apresentação da exposição “América do Sul, a Pop Arte das contradições.



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

De como eu criei.

Passou um tempão desde minha última estada por aqui. Sem cair em promessas falsas de que tentarei me fazer mais presente, prometo, ao menos, não me negar mais aos impulsos criativos que despertam a vontade de postar vez ou outra...

...E falando em impulsos criativos, esses dias atrás acordei com um trecho de música na minha cabeça: "I believe in miracles, where're you from, you sexy thing,... " e, ainda por cima, na voz David Bowie. Com isso na cabeça, e despretensiosa do que podia acontecer, peguei umas revistas e fiz umas colagens, mas acabei gostando do que fiz e consegui produzir duas imagens de uma mesma referência ("pira"). O processo foi simples. Sou muito manual, embora goste de programas de edição e manipulação de imagem, ainda não sei lidar direito com eles, mas, de qualquer maneira, como disse, gosto e sempre gostei de estar com uma tesoura na mão e ver o que consigo com ela. Logo, com algumas revistas Vogue direto do túnel do tempo, e do sebo, na mão, comecei a procurar imagens que fechassem com aquilo que eu estava desenhando na cabeça. Eu acho um barato isso do acaso ao trabalhar com colagens, porque você fica jogado à sorte do que pode encontrar na página seguinte, o que não acontece muito no digital, porque sua busca já vai direcionada e presa aos filtros dos sites de busca. Mas, enfim, óbvio que são apenas as minhas impressões, e que tudo depende muito de como cada um desempenha seu processo de criação. De qualquer forma, estava lá, eu, no sofá da sala, no meio de um monte de picotes. Fiz minhas colagens, de acordo com o que minha sensibilidade estética aprovava. Em seguida fotografei e usei alguns filtros de um programa de edição. E no final das contas gostei do processo, do resultado e da aprovação dos meus amigos queridos!  



A coisa do milagre foi realmente literal, pensei em asas, anjos, e toda a concepção divina que se tem de milagre. Também busquei representar a figura humana num momento íntimo, como se ninguém pudesse ser capaz de desvendar o que passa em sua cabeça, corpo e alma, e por isso o fundo tem essa forma meio surreal, para não demarcar onde, nem limitar o porquê. O desfoque sugere uma certa transgressão, e também serviu para desmanchar a rigidez das formas, deixando mais leves e com movimento. 
E como o mundo é engraçado e pequeno... Os mesmos sentimentos que me levaram a criar me puseram boba diante de um trabalho fotográfico. Um fotógrafo, Dane Shitagi, fez um lindo registro de bailarinas nas ruas da cidade de Nova Iorque. A ideia era eternizar a delicadeza da bailarina em meio ao cenário urbano, preocupando-se em manter as emoções de cada uma delas. Entre as que mais gostei está essa: 


Vale a pena conferir mais fotos
O que me divertiu nisso tudo é que me senti muito confortável com estas fotos, pois elas soaram muito familiares com o que tentei fazer. Um registro. Um registro íntimo. Um registro íntimo da relação com o corpo e estado de espírito.

Gosto quando as coisas conversam. A não ser que eu seja doida varrida e estou vendo diálogo onde não existe, o que eu não descarto, e, pra ser sincera, nem me incomodo, acho até divertido. 

Um beijo, sonhem com anjinhos de sapatilhas! 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Do meu sumiço (parte 1 de espero que nenhuma outra) e Das disciplinas do curso (parte 3 de 3)

Vamos começar sobre o meu sumiço, depois falamos sobre algo mais interessante... Pois é, como alguns devem se recordar, outros devem saber, e quaisquer outros não fazem a mínima ideia, eu estou no último ano do curso de Ciências Sociais, ou, devo dizer estava? É, é uma situação um pouco confusa que deve-se ao fato de que Universidades Federais do Brasil estão em greve, pelo menos a maior parte delas, há bons meses, bons o suficiente para que meu último ano se estenda um pouco mais, quem sabe, até abril, maio,..., de 2013. Mas a questão nem é bem essa, pois é claro, greve é paralisação, e paralisação não provoca sumiços em blogs, só em Universidades. É que mesmo sem aulas, eu continuo escrevendo a monografia e para isso, precisava também terminar meu banco de dados (INFINITO), e não bastasse, o Design tem me feito refém da correria, isso sem passar pelo piripaque que tive dia desses, com uma crise de gastrite jamais vista pelo homem. Terminado a sessão Mario do Bairro sofredora, espero que entendam que aqui vos fala uma criatura que esteve numa corrida contra ao tempo nos últimos dias, mas que aguardava ansiosamente (tão ansiosamente que acabei de terminar um relatório e vim correndo escrever) retornar à blogosfera. 

O último post prometia trazer: 
Desenho de Moda

Essa disciplina é um máximo. Me digam, quantos de vocês vão pra faculdade e passam quatro aulas desenhando? Não vou dizer que é moleza, porque não é, definitivamente! Mas é muito bom, principalmente pra pessoas como eu, que sempre gostaram de desenhar, mas nunca tiveram muita orientação e técnica. Eu sou aquela pessoa que pegou uma folha de papel e um lápis na mão várias e várias vezes e ficou lá, parada, olhando a folha em branco e pensando por onde começar. 
Desenho de Ronaldo Fraga
Assim como nas aulas de costura e de modelagem, a professora de desenho diz: todos nós vamos aprender a desenhar!  Estou muito otimista, espero que logo logo eu compartilhe com vocês meus primeiros rabiscos, para vermos juntos a evolução! No primeiro dia, de cara, tivemos que desenhar um croqui. Vocês acreditam que, além de servir para a análise da professora, estes ficarão guardadinhos, esperando concluirmos o curso, para que possam jogar na nossa cara? 
Pára um pouco, espera! O que é um croqui? Croqui é uma palavra francesa, que significa esboço ou rascunho, mas que nós aderimos e integramos em nosso vocabulário. A ideia de croqui é construir um desenho, sem pretensões de ser realista e preciso, mas que viabilize algum entendimento. No caso do croqui de moda, o desenho deve ser, mesmo que distorcido, idealizado e estilizado, o meio de comunicação entre o designer e a confecção. O croqui é nossa principal ferramenta de trabalho, é nele que vamos expressar nossa criatividade, inspiração e referências.  
Por enquanto tivemos algumas noções de proporção do corpo, técnicas para desenhar mãos, olhos, bocas, narizes, olhos e cabelos, tanto masculinos quanto femininos. Confesso que tem sido difícil, olhos e cabelos, pra mim, são os mais dramáticos... Vou tentar reunir um material aqui pra oferecer um guia aos interessados em dar umas rabiscadas. O que posso dizer, no momentos, é: tenham muitas folhas (usem as de rascunho antes de sair comprando folhas novas), e tenham vários lápis.  Eu tenho desenhado com lápis 2b e me sinto bem confortável. HB nunca, só para detalhes bastante precisos, porque ele marca muito a folha, e como no começo você não vai sair dando uma de Picasso, opte por lápis mais macios. Os de nomenclatura H (que vão de H a 9H) são mais finos e mais duros. Os de nomenclatura B ( de B a 9B) são mais grossos e macios. 
Importante ter uma boa borracha, que apague de preferência, e não aquelas que espalha mais a sujeira! A professora indicou as borrachas plásticas, e também aquela em formato de lapiseira, recarregável, boa para os detalhes e cantinhos. Ouvi falar também da chamada limpa-tipos, que não é bem uma borracha, parece mais uma massinha, dizem ser bastante suave, o que é bom para não estragar o papel, e nem borrar todo o grafite. E por último, o esfuminho, um instrumento que substitui seu dedo na hora de fazer aquele efeito de borrar, pintar, sabe? Ele existe em várias graduações... o seu dedo não.

História da Arte
Vênus de Willendorf
Pois então, este ano eu me matriculei em História e Arte, uma disciplina do curso de graduação em História. Estava bem empolgada e gostando, a professora é muito boa, mas a greve não nos permitiu dar continuidade a matéria... Porém, como este mundo é doido e dá voltas, cá estou eu novamente, começando a disciplina de História da Arte, e a professora da vez também é ótima! Em sala, nestes últimos dias, estivemos discutindo alguns textos, como a introdução do livro História da Arte de Ernst Gombrich, que a propósito existe disponível para download na internet, fiquem espertos! Por enquanto estamos nos primórdios dos primórdios dos primórdios, na era Paleolítica e Neolítica. 
Porém eu queria comentar outra coisa, que foi a atividade que a professora inventou na primeira aula! Ela espalhou várias imagens de obras de arte pela sala, e nos fez parar naquela que mais tivesse nos prendido, por qualquer motivo que fosse, e, assim, consequentemente formaríamos grupos, já que a imagem que tivéssemos escolhido também teria sido a escolha de outra pessoa. Este grupo deveria sentar e discutir o que levou cada um a estar ali, e pra mim isso faz todo o sentido. As referências estão aí, circulando no mundo, e nós não somos passivos, como muitos acreditam, nós temos afeições, nós atribuímos significados, nós sentimos. E isso fez com que cada um estivesse ali, porque deveria estar. Mais tarde a professora pediu que cada um escrevesse uma frase, curta, sobre a aula daquele dia, e queria compartilhar com vocês o que escrevi sobre,


Através dos diferentes comentários, que ouvimos entre os colegas, pude confirmar uma ideia que já me rondava antes, que é a de como a arte nos faz sujeito. Alguns se angustiam, uns se libertam e outros deleitam-se. Tudo depende de estado de espírito, crenças, experiências e toda a bagagem que carregamos.

Curiosos para saber que imagem eu escolhi? 
Escolhi Jackson Pollock, pintor norte-americano, forte representante do expressionismo abstrato. Minha justificativa foi bastante íntima. Trata-se de um flagrante de um artista, em seu momento mais íntimo, que é o processo de criação, que imediatamente me remeteu ao meu pai, o único artista com o qual pude compartilhar tais flagrantes. 
Talvez este não seja o momento mais íntimo de um artista, pois antes de por em prática suas criações, estas navegam por muito tempo no plano das ideias, e mesmo assim, acredito ser privilegiada, porque também posso compartilhar tais momentos ainda mais íntimos, pois meu pai me conta todos seus planos, mesmo aqueles que a gente não deve contar pra ninguém! 

Linguagem Visual
Última matéria que faltava por aqui! Bom, parece ter um potencial muito legal, eu pelo menos estou bastante curiosa para entrar neste universo das cores. Por enquanto tem sido aquilo que todo mundo sabe, quem  pensou cor, quem pensou luz, quem pensou reflexo, absorção... Mas acredito que tem muita coisa vindo por aí, ainda mais porque a professora ficou feliz em descobrir minha vinda das Ciências Sociais, o que me fez pensar em muitas associações em Cores e Sociologia da Cultura, mas não vamos entrar em detalhes, pois esses pensamentos estão muito prematuros.
Olhando esta imagem ao lado, vocês sabem do que se trata? Sim, parabéns, é a capa do álbum The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd. Porém, é também a imagem de um Prisma, e ele representa uma superfície capaz de refratar a luz. A luz chega, em uma determinada velocidade, e atravessa o prisma, com isso sua velocidade muda, e esta variação da velocidade (que chamamos de frequência)  é capaz de refletir as cores do arco-íris. Não é lindo? Espero que eu não tenha falado abobrinha, porque isso é Física, e tudo que me lembro de Física é o fato de que eu sempre fui muito ruim! 


That's alls folks! 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Das disciplinas do curso (parte 2 de 3)

   Daqui pra frente ficou difícil escolher as matérias por nível de empolgação, ainda não consegui discernir claramente o que gostei mais... Here I go again.

Projeto de Coleção

   Nesta disciplina nos vamos desenvolver nosso primeiro projeto de coleção, mas esse processo tem muito mais nuances do que simplesmente criar um projeto, porque as coisas não surgem assim. Por isso, a matéria vai percorrer várias etapas. Quais são? Definição do problema, Inspiração, Conceito, Cores e Materiais, Planejamento, Criação, Seleção, Desenho técnico, Modelagem, Protótipo (peças pilotos), Graduação/Encaixe, Ficha Técnica, Documentação e Lançamento. 
    Na próxima aula seremos apresentados ao problema, a pergunta que vai gerar toda construção do projeto. Conforme a gente for aprendendo sobre as outras etapas, virei aqui explicar melhor o que cada uma delas significa e como estamos trabalhamos. 
   E claro, vocês me acompanharão, pois farei questão de mostrar o passo a passo pra vermos juntos as dificuldades e as boas ideias que vão compor, no final, o meu primeiro projeto de coleção!

   Com vocês, Ronaldo Fraga, estilista brasileiro nascido em Belo Horizonte:

                                                  ( Fonte: site da Galpão de Estilo)

   Vale a pena visitar o Galpão de Estilo, assim como acessar o site de Ronaldo Fraga, muito interessante, tanto em aspectos visuais e sonoros quanto conteúdo informativo, tem história, imagens, desfiles e música. Sem contar que o cara manda muito bem. Confiram e conheçam mais do trabalho de um dos representantes do Brasil na passarela!

Fundamentos de Design

   Matéria mais teórica. É neste momento que estou mais a vontade no curso, pois embora as aulas mais técnicas e práticas sejam muito convidativas, aqui, estou na zona de conforto. Bom, basicamente o design tem três funções: 

Função Estética
Função Prática 
e Função Simbólica

   Estas funções vão nos ajudar a pensar como as tomadas de decisões são definidas depois de um exercício de conhecer as necessidades do mercado, de trabalhar com os problemas e como, enfim, propor soluções. Assim, o design deve desenvolver projetos que incluam a inovação, a função pratica de atender uma utilidade, ser comercial e ser uma produção viável. Por exemplo, hoje fala-se muito em sustentabilidade, assim, os designers precisam ter a perspicácia de contemplar o consumo cíclico e não agressivo, gerando produtos que se atentam-se a estes problemas. 
   Já ouviram falar sobre Moda sustentável? Não se trata apenas da reciclagem de produtos para a criação de novos outros. Trata-se também de cuidar do processo de produção, utilizando tecnologias viáveis e principalmente, cuidando dos resíduos, tentando sempre diminuir os impactos e danos ao meio ambiente e maximar os benefícios ao mesmo. Quer saber mais sobre moda consciente e sustentável? Acesse aqui

História da Indumentária

   Essa matéria é muito interessante. Pessoalmente, está sendo ótimo ver como a Sociologia está para o mundo, pois a moda é fruto de contexto social, de história, de vivência e de significados. Nesta disciplina veremos  o percurso da moda na história, e o que os intelectuais interessados nessa temática veem pensando a respeito. De cara já fomos apresentados à alguns teóricos como Pierre Bourdieu, Roland Barthes e George Simmel (citei os que eu já conhecia) e em seguida fomos encarregados de pesquisar um pouco sobre os autores pra ter uma noção prévia de quais seus conceitos e posicionamentos diante da moda. Depois dessa primeira apresentação a professora nos levou até a biblioteca e indicou alguns livros que serão importantes para nossa formação. Um colega do curso, Edson Porto, fez fotos destas referências, quem estiver interessado aqui vai... e quem quiser me presentear, estou toda a disposição! 





   Com isso eu termino a postagem de hoje. Nos vemos no meu próximo rastro com Desenho de Moda, Historia da Arte e Linguagem Visual.

Com carinho, Nat.


terça-feira, 31 de julho de 2012

Das disciplinas do curso (parte 1 de 3)

   Resolvi que só escreveria aqui depois que eu tivesse assistido todas as aulas, as quais farão parte da minha rotina ao longo deste semestre, do curso de Design de Moda, porque quero apresenta-las a vocês. Assim, esperei ter o mínimo de base para me posicionar em relação a elas. Claro que, a principio, posso estar completamente equivocada, mas isso veremos. Tenho dois propósitos que espero cumprir nesta postagem. Primeiro: transmitir informações úteis a quem se interessa pelo assunto, é claro, mas, quem sabe, também informar aos curiosos de plantão. Segundo: para além de simplesmente informar, gostaria de transmitir minhas impressões e sentimentos, como já sugeri na postagem anterior.
   Bom, vamos lá! Para não perder o rumo da conversa, vou ser um pouco categórica, quer dizer, falarei de uma disciplina depois da outra e da outra e da outra. Para isso meu critério sobre a ordem da apresentação será por nível de empolgação, no sentido crescente, sendo assim, começo aqui com: 

Metodologia Cientifica 

   Tá gente, eu realmente entendo a importância desta disciplina, não acredito que sejamos tão autodidatas assim para suprimir orientações de metodologia, mas, em minha defesa, eu já fiz essa matéria no curso de Ciências Sociais, então tem sido um pouco repetitivo. Pensei em pedir equivalência, mas realmente vou me esforçar para assistir as aulas, pois acredito que, por mais que o conteúdo seja sempre o mesmo, dessa vez, o enfoque é totalmente diferente do qual tive nas Sociais, onde estava no universo da Ciência Política e agora estou no universo da Moda. 
   Nesta aula aprenderemos sobre as etapas e normas necessárias para criar projetos, trabalho de conclusão de curso, monografia e afins. Todo curso tem. Você nunca escapará disso. Digamos que metodologia equivale a burocracia. Chato, mas necessário. 
   Para quem estiver nesta fase da vida, ou pra quem quiser se adiantar, uma boa referência para aprender sobre metodologia é o livro Como se faz uma tese de Umberto Eco. Em ambas as disciplinas de metodologia, essa referência foi utilizada pelo professor. Eu acabei comprando, no segundo semestre do ano passado. Bom, não recomendo que vocês comprem, sugiro que peguem na biblioteca, emprestem ou procurem um pdf, pois não é um título que você vai usar pro resto da vida, pelo contrário, ele é de bom uso em um momento bem específico. Entretanto, é tentador, pois não é um livro chato, metódico e extremamente técnico. Eco escreve de uma forma bastante fluída e se utiliza de uma linguagem simples de fácil entendimento e não fala mais do que é preciso. 

Modelagem Industrial

   Eu gostei muito da proposta da disciplina, mas acho que ela requer algumas habilidades que eu ainda não sei se tenho. Vai ser engraçado quando as aulas práticas começarem pra valer. O que eu achei muito legal conhecer foi a técnica "moulage". Moulage vem de moule, que em francês significa forma. Esta técnica consiste em moldar o tecido no próprio manequim, que tem as mesmas medidas e formas do corpo humano. Diferente do molde no papel, a moulage oferece informações mais precisas pois além de altura e largura nos dá a noção de profundidade.  Vou passar para vocês a relação do Material :

2 fitas métricas
2 carretilhas de costura
Curva Francesa
Curva 1120
Curvas de Alfaiate
Esquadro (90graus) 60cm
Réguas (30, 60 e 100 cm) 
Borracha
Caneta bic (diferentes cores)
Tesoura para papel
Cola bastão
Fita crepe
Calculadora
Papel Kraft (gramatura leve)

   Para quem quiser se programar desde já digo que as réguas, as curvas, e o esquadro são os itens mais caros. Se você quiser realmente investir, o ideal é procura-los em acrílico ou metal ou, se quiser economizar um pouco, procure em madeira ou mdf. Dica da professora: compre papel Kraft em rolo, pois será muito usado e comprar pequenos pedaços toda vez que necessário sairá mais caro. Eu não tenho uma receita pronta, cada um acaba escolhendo o material e marcas que mais  lhe convém. O importante é pesquisar e ver o que tem disponível e aí fazer suas escolhas de acordo com o seu orçamento e suas preferências.

Costura Industrial

   Sigo o raciocínio da disciplina de Modelagem que, a principio, a ideia da matéria é muito atraente, mas preciso ir com cautela na hora que for apresentada à maquina de costura industrial. Acho que ela deve ser muito mais rápida e tem muito mais recurso do que a que tenho em casa, a qual eu não faço nada mais do que costura reta. O importante desta matéria, assim como a de modelagem, é que nossa formação como designer de moda será mais completa. Apesar de não sairmos da graduação como costureiros ou modelistas, saberemos como é o processo, e assim nos tornaremos profissionais mais qualificados. Pelo menos é nessa tecla que as professoras insistem em bater. Eu realmente acredito que saber todo o percurso pelo qual o desenvolvimento de uma peça passa nos torna mais perspicazes. Assim como tudo na vida, penso eu.  Lista de Material

Abridor de casa
Tesoura tic tac
Tesoura para tecido
Pinça
Fita métrica
Alfinetes

  Esta lista é bem tranquila, o item mais caro é a tesoura, pois ela deve ser boa, e com um bom fio de corte. É muito importante ter uma tesoura para cada finalidade, a de tecido, reserve apenas para os tecidos, e a de papel para papel, para que elas não percam o fio, e fiquem "mastigando"o material. Eu imagino que existam certas diferenças de uma lista de material para outra, pois seria necessário mais coisas, como linhas e agulhas, que o curso deve fornecer, já que não requisitou dos alunos.


Por enquanto fico por aqui, para que a postagem não fique tão extensa. Próxima parada: Projeto de Coleção, Fundamentos de Design e História da Indumentária. Aguardem! 

Com o carinho de sempre, da Nat de sempre!